Muitas vezes o
trabalhador não tem noção da importância do seu trabalho em relação ao conjunto
da obra e aos seus resultados. Desconhece desde a missão da instituição até o
que se passa em outros setores. Desestimulado , contém em si mesmo
iniciativas e possibilidades de soluções sobre o que profundamente conhece.
Sente necessidade de conhecer o todo, mas muitas vezes não tem consciência
disto. Prevalece o isolamento, a contenção.
Luiz Fernando Sarmento
terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Agência de inFormações Independente
Síntese
Informações de
qualidade podem chegar a muita gente, através de veículos de comunicação já
existentes. A ideia básica é que qualquer pessoa ou instituição possa montar
sua própria agência de inFormações independente. Esta agência oferecerá
inFormações a veículos de comunicação. Para a realização desta agência – além
de informações benéficas de interesse público – é necessária uma pessoa, um
computador com acesso à internet e endereços virtuais de veículos de
comunicação. Simples assim.
domingo, 27 de maio de 2012
Jovem, não acreditava
em mim. Meu corpo esquelético, sem óculos ceguim, insuficiente nas brincadeiras,
nunca escolhido nas peladas, frangueiro. Inseguro de tudo, sensação de
excluído. Isto de um lado. De outro, na família tratado como igual. Sorte minha
ter nascido ali, naquele espaço e tempo, do jeito que foi.
sábado, 26 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Sadomasoquismo
Sadomasoquismo
O que me proibo
Em outros critico
Se não me permito
A outros inibo
Se não suporto o
amor
Se não suporto
emoção
Meu negócio é dor
Vida mesmo não
suporto
Então
Sofro e faço
sofrer
Forte fraco, fraco
forte
Intenso falso
prazer
A vida transmuda
em morte
quinta-feira, 24 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Fé
Fé
Vem da experiência?
Quem vivencia, sente?
Quem sente, entranha?
Acredita, tem fé?
A fé
que não tenho
Não sinto, só aceito
Imagino:
Vivência que não vivi
terça-feira, 22 de maio de 2012
Amor
Desconfio que estou
amando quando desejo para o outro o que, lá no meu profundo, desejo pra mim. Se
é assim o amor, meu amor é nosso amor. Meu amor é como um reflexo. Sou espelho
do que recebo e percebo. Sou amado pelo que ofereço.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
Dono do meu nariz
Eu, tão equilibrado
Me pego perdido
Tropeço, balanço
Atenção! Cuidado!
Aquela pedra ali
Eu quem não vi
sábado, 19 de maio de 2012
Mamãe
Mamãe dizia: quando um não quer, dois não brigam. Contribuiu pr’eu ser assim,
pacififista como penso que sou. Antes, apanhei muito, nesta de não entrar na
briga. De não querer, querendo?
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Conforto, zona
Tiro por mim. Demoro anos para
modificar algo que me facilite ampliar minha zona de conforto. Alterações de
comportamento, os mais velhos sabem, demoram uma geração ou mais. Mas vale a
pena plantar o que me faz bem e a outros, acompanhar o crescimento, usufruir
dos frutos.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Agências de inFormações
Agências
de inFormações
Retrato rápido: jornais pendurados nas bancas exibem quase sempre as
mesmas notícias, escritas de forma um pouco diferentes. As fontes de
informações, parece, são as mesmas. No Brasil, umas poucas agências de
notícias. Agências O Globo, Folha de São Paulo...?
Uma jovem conhecida, na primeira década do
século XXI, registrou que manchetes de grandes jornais de 27 cidades européias
exibiam, no mesmo dia, fotos semelhantes sobre a mesmo assunto. Também lá
poucas agências como fontes de informações. Reuters, UPI, France Press...
Bom problema: como
podemos contribuir para chegar a nós, à população, informações diversificadas e
com qualidade de conteúdo?
É possível a realização de uma ou mais
agências de inFormações independentes. Porém, estas novas fontes só fazem
sentido se os conteúdos das inFormações a serem oferecidos contribuírem para o
bem-estar – individual e coletivo – de quem as produza e de quem as receba.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Memória
Muita coisa já esqueci, um tanto
de livros que li. Algo do DNA de lá passou pro DNA de cá. Sou assim um saldo do
que me entra, do que me sai. Da soma do que permanece, ora as células, ora os
conhecimentos, os sentimentos, as memórias.
domingo, 13 de maio de 2012
Regra de ouro
Como
limite, internalizo uma regra de ouro:
não faço a outro o que não desejo me
façam.
sábado, 12 de maio de 2012
Lembretes para a mãe, para quem cuida das crianças
Adoro xerocar, distribuir textos que me tocam.
Tem um, não sei o autor:
As crianças aprendem aquilo que vivem
Se uma criança vive criticada, aprende a condenar
Se uma criança vive com hostilidade, aprende a brigar
Se uma criança vive envergonhada, aprende a sentir-se culpada
Se uma criança vive com tolerância, aprende a ser tolerante
Se uma criança vive com estímulo, aprende a confiar
Se uma criança vive apreciada, aprende a apreciar
Se uma criança vive com equidade, aprende a ser justa
Se uma criança vive com segurança, aprende a ter fé
Se uma criança vive com aceitação, aprende a respeitar-se
Se uma criança vive com aceitação e amizade, aprende a encontrar o amor no mundo
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Brancos alvos
Brancos
alvos
Algumas setas certas
Algumas metas vagas
Algumas medidas simples
A cabeça vagueia, se apruma, se adapta
O mundo e eu fazemos sentido
As intuições me guiam
Entre variáveis mutantes
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Freud?
Freud: No
exercício de uma arte vê-se mais uma vez uma atividade destinada a apaziguar
desejos não gratificados – em primeiro lugar, do próprio artista e,
subsequentemente, de sua assistência ou espectadores.
Kant?
Ser livre
não significa fazer tudo que desejo, mas seguir as regras que eu escolho.
Alguém me
acertou.
Foi Kant?
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Estrutura
Cada coisa em seu lugar
Um lugar pra cada coisa
O dinheiro que entra
O mesmo que sai
Tudo arrumadinho
E agora?
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Batata quente
Jogador de futebol:
cada bola que
chega
um novo problema
para ser resolvido rapidamente.
domingo, 6 de maio de 2012
Agora mesmo
Tem algo no ar
Atraente, diferente
Estado alterado de mente
Em algum momento
Vibra meu peito
Permanece o sério
Entra o alegre
Agora, sério e alegre
sábado, 5 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Livre associo,
Livre
associo,
misturo de um tudo. Nas ruas, louras, louras,
louras. Chego mais perto, são negras as raízes dos cabelos. As louras, na
verdade, são morenas. Barbie, modelo de beleza, american way of life, é referência. Nas falsas-louras nativas,
talvez angústia por não serem semelhantes aos ídolos adotados.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Delicadeza
Delicadeza
A prática me diz
O meio é a mensagem
Delicado, atendo o telefone
Ouço delicada voz
É sempre assim
Quando delicado aqui
Há exceções, entendo
Quando a mensagem não chega
Quando o espelho se embaça
Não reflito o outro
O outro não me reflete
terça-feira, 1 de maio de 2012
Moral
Moral
Geração após geração
Angústias, sofrimentos
Permanece a questão
Ao despertar sentimentos
Por alguém indevido
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Imagino
Imagino
Mesmo na barriga, eu, como feto
Tinha lá meus prazeres e dores
Dores a gerar medos
Prazeres a fazer amores
Se mamãe tava nervosa
A barriga contraída
Eu, dentro, me retraia
Me defendia quietim
Mas se mamãe tava alegre
Mente e corpo relaxados
Pra mim era uma festa
Um espaço sem fim
domingo, 29 de abril de 2012
Ao acordar
Ao
acordar
Movimentos
bioenergéticos
Bebê
raivoso e um sugar
Como geleia
derramada
O corpo
se expande
As mãos
alcançam os pés
Os pés
sobem, a vela
O corpo
dobra pra trás
Além da
cabeça
Os pés
alcançam o colchão
Saudação
ao sol
Movimento
por movimento
Posição e
posição
Tai chi,
livre soltar
A cabeça
gira e gira
Os braços
abertos vão
Dum lado
a outro
Requebro
pra lá pra cá
Balanço
tudo, desordenado
Lembro
Castañeda, criança
O braço
dobra sobre os ombros
Sua mão
alcança
A mão do
outro braço
E
vice-versa
Meu corpo
agradece
Minha
consciência se cuida
Eu todo
usufruo
Agora,
banho
Mamão,
uma média
Antes,
água e água
Começa o
dia
sábado, 28 de abril de 2012
Danço não danço
Danço não
danço
Agora
aprendi
Se me
aproximo da vergonha
E mexo
meu corpo
Danço
Se a
vergonha domina
Sufoco
meu desejo
Permaneço
parado
Entristeço
Rebelo,
ensaio
Procuro
meu jeito
Mexo uma
sobrancelha
Movimento
a boca, sopro, sugo
Ando um
dedo pra frente, um pra trás
Encontro
meu ritmo desencontrado
Danço
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