A Busca
das Origens dos Incômodos
Tateio. Rever as verdades talvez seja um
caminho. Sinto que o que é tido como verdade deve se verificado se permanece
verdade. Intuo que verdades atuais necessitam ser sentidas, analisadas,
repensadas. Para ser verdade somente o verdadeiro, enquanto verdadeiro. Para
deixar de ser verdade o preconceito, o moralismo, o basicamente falso.
Fui marcado em minha inocência. Por
muito tempo permaneceram dúvidas. Tudo que a igreja católica (**) me ensinou não foi verdade durante
tanto tempo? O prazer a gerar o pecado? O pecado a gerar o castigo? A
possibilidade de castigo a gerar o medo, a culpa? A culpa, o medo a gerar
submissão?
Sentir prazer? É pecado! Namoro, sonho,
raiva, beijos? Pecados! Veniais ou mortais, do tamanho da culpa. Sentimentos e
sensações suprimidos pelo medo, durante toda minha vida. E cada vez mais
insensível, mais homem, mais burro.
O correto, me diziam, era a submissão. Submissão hoje, paraíso amanhã. Nada de
aqui e agora. O passado com a “cultura”, o futuro com o “juízo final”. Com
tanta pressão só me restava, no presente, o medo.
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