sábado, 9 de junho de 2012

Passado presente


Jovem, não acreditava em mim. Meu corpo esquelético, sem óculos ceguim, insuficiente nas brincadeiras, nunca escolhido nas peladas, frangueiro. Inseguro de tudo, sensação de excluído. Isto de um lado. De outro, na família tratado como igual. Sorte minha ter nascido ali, naquele espaço e tempo, do jeito que foi.

A insegurança estimula minha curiosidade. Tantos mistérios no mundo fora de mim, no mundo dentro de mim. A cada descoberta, um porto. No mundo e em mim, qualidades que desconhecia. Noutros lugares, noutras épocas, com outras pessoas, passo a passo, aprendi um tanto do que é e do que parece ser. Certezas mesmo, só de dúvidas: quase tudo permanece e muda a cada instante.





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