sexta-feira, 25 de março de 2016

Anotações sobre a Autonomia




Anotações sobre a Autonomia

Há anos me interesso pelas relações corpo-mente, no ser humano. Acredito, como outros observadores, que, via de regra, o corpo é um espelho da história de cada um. A barriga, o olhar, o andar, o falar, são sinais da história de cada um. A nuca que dói pode ser sintoma do músculo que endureceu de tanta tensão provocada, por exemplo, pelo medo. A boca rigidamente fechada pode refletir a raiva tão longamente contida.

Acredito também, pela observação e alteração de mim mesmo, que a situação pode ser mudada. Um lado gratificante é a ampliação da percepção, o acesso a novos olhares. Uma boa e honesta conversa, também comigo mesmo. Parece, porém, ser indispensável tentar entender profundamente o ser humano, eu próprio, meu próximo, para apoiar-me no meu novo parto. Para ajudar-me a aprender a andar, pensar, agir, emocionar-me, ser autônomo.


Pra me sentir bem, acredito ser mais do que necessário ter consciência um tanto de mim mesmo. Desde tentar perceber meu próprio corpo, minhas emoções, minha mente... a tornar-me autônomo na realização do que desejo. Amplio minha consciência, amplio meu mundo.


*

Este texto é parte das reflexões
que fiz e escrevi na década de 80.

São parte do capítulo
Reflexões sobre o Homem Novo
que compõe meu livro




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