Quando o trabalho é emocionante
Quem gosta do trabalho não precisa ser controlado. Quem gosta do
trabalho procura a melhor maneira de fazer o seu trabalho. Presta atenção no
que faz. Cada vez que faz é uma nova vez. No prestar atenção, enxerga
problemas. Por gostar do trabalho, procura soluções. O trabalho compõe sua
vida. Tem prazer em chegar ao trabalho. Gosta de trabalho. As ideias na sua
vida surgem em qualquer momento. Em qualquer momento surgem ideias sobre o
trabalho. Ele as aproveita. Quem gosta do trabalho não precisa ser controlado.
Quem gosta do trabalho não faz as coisas automaticamente. Tende a ser autônomo,
saudável, vivo.
É difícil. Pensar em mim, prestar atenção no meu próprio corpo,
em meus sentimentos, sensações. Perceber o que meu próprio corpo e mente me
dizem. O que está atrás dos meus próprios sentimentos: “quando foi que começou
esta minha raiva? Por que este remorso?”. É difícil buscar as origens dos meus
sentimentos. Rever a história da minha própria vida, do meu próprio corpo.
Relembrar, revivenciar, refletir.
“Percebo que as minhas ações são muitas vezes frutos dos meus
sentimentos. Sinto e ajo.”. É difícil tomar conhecimento do que é interessante
mudar. Mesmo na busca do prazer, é desconfortável mudar; volta e meia afloram
angústias.
É mais fácil pensar em como mudar os outros. É menos doloroso
mudar, tentar mudar os outros que a mim próprio. É mais fácil ver a solução dos
problemas nos outros.
Mas, por mais que mudem os outros, outras angústias em mim
permanecem. A mim cabe saber o que está dentro da minha área de atuação. E,
como um compromisso com a minha própria felicidade, a mim me cabe também tentar
minha difícil mudança.
*
Este texto é parte das reflexões
que fiz e escrevi na década de 80.
São parte do capítulo
Reflexões sobre o Homem Novo
que compõe meu livro
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