segunda-feira, 28 de março de 2016

Quando o trabalho é emocionante



Quando o trabalho é emocionante

Quem gosta do trabalho não precisa ser controlado. Quem gosta do trabalho procura a melhor maneira de fazer o seu trabalho. Presta atenção no que faz. Cada vez que faz é uma nova vez. No prestar atenção, enxerga problemas. Por gostar do trabalho, procura soluções. O trabalho compõe sua vida. Tem prazer em chegar ao trabalho. Gosta de trabalho. As ideias na sua vida surgem em qualquer momento. Em qualquer momento surgem ideias sobre o trabalho. Ele as aproveita. Quem gosta do trabalho não precisa ser controlado. Quem gosta do trabalho não faz as coisas automaticamente. Tende a ser autônomo, saudável, vivo.

É difícil. Pensar em mim, prestar atenção no meu próprio corpo, em meus sentimentos, sensações. Perceber o que meu próprio corpo e mente me dizem. O que está atrás dos meus próprios sentimentos: “quando foi que começou esta minha raiva? Por que este remorso?”. É difícil buscar as origens dos meus sentimentos. Rever a história da minha própria vida, do meu próprio corpo. Relembrar, revivenciar, refletir.

“Percebo que as minhas ações são muitas vezes frutos dos meus sentimentos. Sinto e ajo.”. É difícil tomar conhecimento do que é interessante mudar. Mesmo na busca do prazer, é desconfortável mudar; volta e meia afloram angústias.

É mais fácil pensar em como mudar os outros. É menos doloroso mudar, tentar mudar os outros que a mim próprio. É mais fácil ver a solução dos problemas nos outros.

Mas, por mais que mudem os outros, outras angústias em mim permanecem. A mim cabe saber o que está dentro da minha área de atuação. E, como um compromisso com a minha própria felicidade, a mim me cabe também tentar minha difícil mudança.
*

Este texto é parte das reflexões
que fiz e escrevi na década de 80.



São parte do capítulo
Reflexões sobre o Homem Novo
que compõe meu livro



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