domingo, 24 de abril de 2016

AGÊNCIAS DE (IN)FORMAÇÕES INDEPENDENTES




AGÊNCIAS DE (IN)FORMAÇÕES INDEPENDENTES


Síntese



Informações de qualidade podem chegar a muita gente, através de veículos de comunicação já existentes. A ideia básica é que qualquer pessoa ou instituição possa montar sua própria agência de inFormações independente. Esta agência oferecerá inFormações a veículos de comunicação. Para a realização desta agência – além de informações benéficas de interesse público – é necessária uma pessoa, um computador com acesso à internet e endereços virtuais de veículos de comunicação. Simples assim.

Consciência

É mais fácil compreendermos processos de transformações, individuais e coletivas, quando reconhecemos e consideramos o que vai pelo inconsciente, nosso e do outro. Freud, Jung, Reich nos ensinam que cada um de nós, no correr da vida, adquire e internaliza defesas. Elas têm a função de impedir sentimentos que nos incomodam.

Por outro lado, a construção de relações de confiança facilita comunicações mais profundas. Assim, antes de entrar propriamente nos conteúdos, é necessário cuidar de si e do outro, estabelecer aproximações. Como no namoro: há o olhar, a empatia, a delicadeza na aproximação, as identificações comuns, os sinais, o pegar na mão, a construção da relação.

As (in)Formações profundas somente chegam ao seu destino quanto o destinatário está receptivo. Comunicar é uma arte.

Da compreensão...

Conteúdos diferenciados - que intencionam contribuir para qualidade na vida de cada um e de todos - podem ser oferecidos a veículos de comunicação de todo o país.

Existem fontes - individuais, comunitárias, ongs, oscips... Existem veículos potencialmente interessados - jornais, revistas, rádios, tvs. E os virtuais, inventados ou por inventar - sites, blogs, orkuts...

As fontes não têm normalmente conexão com os veículos. Agências de (in)Formações podem ter esta função: colher conteúdos de qualidade e disponibilizá-los para veículos que os ofereçam aos públicos.

O terceiro setor - organizações de interesse público sem fins lucrativos, formais ou informais - e um quarto setor - indivíduos, pessoas físicas - podem assim compartilhar suas visões de mundo.

... Ao gesto

A realização de uma Agência de (in)Formações independente é trabalhosa, mas simples. O básico:

l Uma pessoa interessada, com senso ético internalizado e capacidade de aprender o fazimento: colher informações, editá-las, formatá-las, articular sua veiculação.

l  Um espaço, uma mesa, cadeira, um computador, um telefone com fax , um scanner.

l Relação dos veículos existentes no país. Por exemplo, uma lista, com informações que incluem endereços, é comercializada pela Meio e Mensagem, no seu anuário de mídia, impresso ou on line. O sitehttp://www.meioemensagem.com.br 
Lá, à esquerda, na coluna Especial, clique Loja Virtual. Ou ( 080072444 .

Merecem ser relacionados, além dos veículos informais, as rádios e tvs comunitárias. E, jornais e revistas produzidos e voltados para suas comunidades.

No campo virtual, outro mundo de  comunicações. Aqui, quando a (in)Formação disponibilizada toca quem a recebe, são incontáveis as possibilidades de reprodução e espalhamento. Depende basicamente da iniciativa de cada um.

l Relação de fontes possíveis de (in)formações. Vale pesquisa. Há as pessoas e instituições que já dão certo, já fazem trabalhos reconhecidamente em favor do desenvolvimento integral da pessoa e da coletividade. Há os desconhecidos do público, atuantes ou na semeadura. O boca-a-boca constrói redes. Um leva a outros que leva a muitos.

Conteúdos

Todo este trabalho só faz sentido se os conteúdos das (in)Formações a serem oferecidas contribuírem para o bem estar individual e coletivo. Para não ter dúvidas, me pergunto: é o que desejo oferecer aos meus filhos, aos meus pais, aos amigos, aos que não conheço? Estimula reflexões?

(In)Formações atemporais tendem a permanecer. Foram úteis ontem, podem ser úteis hoje e amanhã.

A construção de um mundo melhor comporta variedade de temas e públicos. Provocações de insights, ética, comportamento, brincadeiras passo a passo, notícias que geram esboços de sorrisos, agradáveis de saber... Escritas para todos nós ou especificamente destinadas a pais, crianças, babás, professores, empresários, médicos, políticos, funcionários públicos...

Formas

Textos, fotos, vídeos, áudios. Em releases, artigos, cromos, fitas, dvds, cds – virtuais ou físicos... Escolhas de produção e oferta em função dos veículos: jornais, revistas, rádios, tvs...

Abrem-se fronteiras de imaginação e lembranças. No início da segunda metade do século vinte, um jornal de circulação nacional oferecia a jornais do interior matérias atemporais em cadernos-tipo-cultura, com espaços para inserções publicitárias locais. Qualidade de Informações para públicos virgens.

Todo o mundo quer

Aqui, ali, acolá, conteúdos de qualidade, quando emocionalmente entendidos, tendem a encontrar pessoas e instituições pró-ativas que utilizam e reproduzem os conhecimentos adquiridos. Assim, em leve prazo, se sucesso aqui, também sucesso entre outras pessoas, outros povos de outros países com outras línguas, que tenham em comum a mesma humanidade.


Luiz Fernando Sarmento

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Chega mais:

Este texto é parte do capítulo
- AGÊNCIAS DE (IN)FORMAÇÕES INDEPENDENTES
do livro que escrevi,
com a intenção de contribuir com
ideias e metodologias
para movimentos sociais e individuais.

O livro, disponível livremente, só clicar:








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