Jovem,
não
acreditava em mim.
Meu
corpo esquelético,
sem
óculos ceguim,
insuficiente
nas brincadeiras,
nunca
escolhido nas peladas,
frangueiro.
Inseguro
de tudo,
sensação
de excluído.
Isto
de um lado.
De
outro, na família,
tratado
como igual.
Sorte
minha ter nascido ali,
naquele
espaço e tempo,
do
jeito que foi.
A
insegurança
estimula
minha curiosidade.
Tantos
mistérios no mundo fora de mim,
no
mundo dentro de mim.
A
cada descoberta,
um
porto.
No
mundo e em mim,
qualidades
que desconhecia.
Noutros
lugares, noutras épocas,
com
outras pessoas,
passo
a passo,
aprendi
um tanto do que é
e do
que parece ser.
Certezas
mesmo, só de dúvidas:
quase
tudo permanece
e
muda a cada instante.
Assim,
aqui,
o
que foi talvez não seja.
*
Saiba mais:
Este texto é parte de um dos
capítulos
- Sonho e Realidade –
do livro que escrevi,
com a intenção de contribuir com
ideias e metodologias
para movimentos sociais e
individuais.
O livro, só clicar:
Em tempo:
A imagem,
grafite,
parede em Ipanema, Rio.
De novo, ai, ato falho, falha minha,
cadê o autor, criador?
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