Achei, hoje, ao me
levantar,
que estas informações
poderiam interessar a
quem
se interessa por Meios de
Comunicação
e deseja sinceridade.
Há tempos, anos 80,
escrevi,
para a Globovídeo, um
projeto,
o Vídeo Escola.
A Globovídeo solicitou
financiamento a um órgão público, a FINEP.
Tive, então,
inesperadamente,
acesso a informações
sobre propriedades da família Marinho.
Fiquei surpreso. Centenas
de imóveis.
E um tanto de empresas.
Salvo engano, 136
empresas, na época,
pertenciam à família.
Da geleia de mocotó
Embasa
a rádios, jornais, tvs.
De novo, salvo engano,
contratos sociais
relativos ao conjunto de jornais especificavam:
99,5% pertenciam a
Roberto Marinho e 0,5% a um filho.
As tvs, proporção
semelhante,
pertenciam a Roberto
Marinho e a outro filho.
E também assim em relação
às rádios.
O projeto, já aprovado,
sempre salvo engano,
passou, um ou dois anos
depois,
para a Fundação Roberto
Marinho.
Trabalhei, lá, no Vídeo
Escola.
Mas, quando estava lá, me
caiu em mãos um livro
Afundação Roberto
Marinho,
escrito por um auditor.
As informações
desvendavam mistérios, chocavam.
Antes, eu havia lido uma
edição especial
de uma revista, na época
famosa,
Extra Realidade.
A capa: Ópio do Povo.
Ali, um repórter
investigativo desvendava mais
e muitos mistérios.
Perdi de vez a inocência.
Refleti, escrevi um poema
e parti.
Mas permaneceram dúvidas.
Que interesses, além dos
diretamente seus,
as Organizações Globo
defendem?
Que isenção têm para
serem donos
de meios de comunicação
que interferem na vida de
um povo?
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