quarta-feira, 13 de julho de 2016

Talvez de interesse






Achei, hoje, ao me levantar,
que estas informações
poderiam interessar a quem
se interessa por Meios de Comunicação
e deseja sinceridade.


Há tempos, anos 80, escrevi,
para a Globovídeo, um projeto,
o Vídeo Escola.


A Globovídeo solicitou financiamento a um órgão público, a FINEP.
Tive, então, inesperadamente,
acesso a informações sobre propriedades da família Marinho.


Fiquei surpreso. Centenas de imóveis.
E um tanto de empresas.
Salvo engano, 136 empresas, na época,
pertenciam à família.
Da geleia de mocotó Embasa
a rádios, jornais, tvs.


De novo, salvo engano,
contratos sociais relativos ao conjunto de jornais especificavam:
99,5% pertenciam a Roberto Marinho e 0,5% a um filho.
As tvs, proporção semelhante,
pertenciam a Roberto Marinho e a outro filho.
E também assim em relação às rádios.


O projeto, já aprovado, sempre salvo engano,
passou, um ou dois anos depois,
para a Fundação Roberto Marinho.


Trabalhei, lá, no Vídeo Escola.
Mas, quando estava lá, me caiu em mãos um livro
Afundação Roberto Marinho,
escrito por um auditor.
As informações desvendavam mistérios, chocavam.


Antes, eu havia lido uma edição especial
de uma revista, na época famosa,
Extra Realidade.
A capa: Ópio do Povo.
Ali, um repórter investigativo desvendava mais
e muitos mistérios.


Perdi de vez a inocência.
Refleti, escrevi um poema
e parti.


Mas permaneceram dúvidas.
Que interesses, além dos diretamente seus,
as Organizações Globo defendem?


Que isenção têm para serem donos
de meios de comunicação
que interferem na vida de um povo?





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