Livre pensar
Agências de inFormações Independentes
Síntese
Informações
de qualidade podem chegar a muita gente, através de veículos de comunicação já
existentes. A ideia básica: qualquer pessoa ou instituição pode montar sua
própria agência de inFormações
independente. Esta agência oferecerá inFormações
a veículos de comunicação.
Para
a realização desta agência – além de informações
benéficas de interesse público – é necessária uma pessoa, um computador com
acesso à internet e endereços virtuais de veículos de comunicação. Simples
assim.
Consciência
É
mais fácil compreender processos de transformações, individuais e coletivas,
quando reconheço a existência do meu inconsciente e considero o que vai pelo
meu e pelo do outro. Freud, Jung, Reich me ensinam que cada um de nós, no
correr da vida, adquire e internaliza defesas. Elas têm a função de impedir
sentimentos que nos incomodam.
Por
outro lado, a construção de relações de confiança me facilita comunicações mais
profundas. Assim, antes de entrar propriamente nos conteúdos, é necessário
cuidar de mim e do outro, estabelecer aproximações. Como no namoro: há o olhar,
a empatia, a delicadeza na aproximação, as identificações comuns, os sinais, o
pegar na mão, a construção da relação.
As
inFormações profundas somente chegam
ao seu destino quanto o destinatário está receptivo.
Comunicar
é uma arte.
Da compreensão...
Conteúdos
diferenciados – que intencionam contribuir para qualidade na vida de cada um e
de todos – podem ser oferecidos a veículos de comunicação de todo o país, em
todo o mundo.
Existem
fontes – individuais, coletivas, comunitárias, ONGs, Oscips... Existem veículos
potencialmente interessados – jornais, revistas, rádios, TVs. E os virtuais,
inventados ou por inventar – sites, blogs, orkuts, twitters, faces...
As
fontes não têm normalmente conexão com os veículos. Agências de inFormações podem ter esta função:
colher conteúdos de qualidade e disponibilizá-los para veículos e seus
públicos.
O
terceiro setor – organizações de interesse público sem fins lucrativos, formais
ou informais – e um quarto setor – indivíduos, pessoas físicas – podem assim
compartilhar suas visões de mundo.
... Ao gesto
A
realização de uma Agência de inFormações
independente é trabalhosa, mas simples. O básico:
•
Uma pessoa interessada, com senso ético internalizado e capacidade de aprender
o fazimento e articular a integração de recursos: colher informações e fomentar
sua veiculação. Se necessário, editá-las, formatá-las.
•
Um espaço, uma mesa, cadeira, um computador, um telefone com fax, um scanner.
•
Uma relação atualizável de profissionais de comunicação atuantes no país – e
suas funções nos veículos a que estejam vinculados. Há instituições
especializadas que oferecem comercialmente estas informações.
Talvez,
por exemplo,
Merecem
ser também ser relacionados – além dos mais conhecidos – os profissionais e
veículos menos conhecidos. E jornais, revistas, rádios, TVs... produzidos e
voltados para suas comunidades.
No
campo virtual, outro mundo de comunicações. Aqui, quando a inFormação disponibilizada toca quem a recebe, são incontáveis as
possibilidades de reprodução e espalhamento. Dependem basicamente da iniciativa
de cada um. Assim mais facilmente se formam redes e movimentos.
•
Uma relação de fontes possíveis de inFormações.
Vale pesquisa. Há as pessoas e instituições que já dão certo, já fazem
trabalhos reconhecidamente em favor do desenvolvimento integral da pessoa e da
coletividade. Há os desconhecidos do público, atuantes ou na semeadura. O
boca-a-boca constrói redes. Um leva a outros que leva a muitos.
Estas
fontes podem estar relacionadas ao foco da agência. Imagino uma diversidade
grande, de acordo com o interesse de quem envolvido. Agências voltadas para o
bem estar das crianças, mães, pais, adolescentes. Ou para áreas de conhecimento
específicas: agronomia, psicologia, engenharia, medicina, alimentação,
esportes, lazer, voluntariado, magistério... Aqui vale um livre pensar, além de
aproximações dos próprios desejos de quem – pessoa ou instituição – intenciona
atuar como agente de inFormações.
Conteúdos
Todo
este trabalho só faz sentido se os conteúdos das inFormações a serem oferecidas contribuírem para o bem estar
individual e coletivo. Para não ter dúvidas, me pergunto: é o que desejo
oferecer aos meus filhos, aos meus pais, aos amigos, aos que não conheço?
Poderá fazer bem, estimular reflexões?
InFormações
atemporais tendem a permanecer.
Foram
úteis ontem, podem ser úteis hoje e amanhã.
A
construção de um mundo melhor comporta variedade de temas e públicos: ética,
comportamento, brincadeiras passo a passo, notícias que geram esboços de
sorrisos, agradáveis de saber... Escritas para todos nós ou especificamente
destinadas a pais, crianças, babás, professores, empresários, médicos,
políticos, funcionários públicos... InFormações
que tragam, mais que informações, conhecimentos. Que estimulem a consciência, possibilitem insights...
Formas
Lembranças
difusas. No início da segunda metade do século vinte, um jornal de circulação
nacional oferecia a jornais do interior matérias atemporais em
cadernos-tipo-cultura, com espaços para inserções publicitárias locais.
Informações de qualidade, para públicos virgens, ampliaram visões de mundo.
Hoje,
abrem-se novas fronteiras para a imaginação. Textos, fotos, vídeos, áudios...
Em releases, artigos, cromos, fitas, DVDs, CDs – virtuais ou físicos...
Escolhas de produção e oferta em função dos veículos, físicos e virtuais,
escritos e audiovisuais.
Todo o mundo quer
Aqui,
ali, acolá, conteúdos de qualidade, quando emocionalmente entendidos, tendem a
encontrar pessoas e instituições proativas que utilizam e reproduzem os
conhecimentos adquiridos. Assim, em leve prazo, se sucesso aqui, também sucesso
entre outras pessoas, outros povos de outros países com outras línguas, que
tenham em comum a mesma humanidade.
Saiba
mais:
Luiz Fernando Sarmento
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