quinta-feira, 30 de março de 2017

Livre pensar 08 - Visão de Mundo





Livre pensar 08

Visão de Mundo


Ideias e movimentos

Este e alguns dos próximos textos, a maioria, escrevi paralelamente ao correr do meu trabalho no Sesc Rio, a partir do ano 2.000. Percebi o óbvio: nos encontros comunitários, como pano de fundo, sempre presentes questões emocionais. Muito parecido com o que acontece em reuniões de condomínio, em reuniões familiares. Em reuniões que envolvam gente. Amplio? Em reuniões que envolvam seres vivos, outros animais também?

As histórias emocionais de cada um facilitam ou atrapalham as relações de confiança necessárias à realização de objetivos de interesse comum. Eu só me associo tranquilamente a quem eu confio. O tal do capital social desejável nasce de relações humanas saudáveis. Assim, hoje, valorizo os inteligentes emocionais, amorosos. Pessoas equilibradas são naturalmente confiáveis, integradoras.

Muito do que escrevo, vivi. Sinto que estas experiências têm sido úteis pro meu bem estar no mundo.
Por isto compartilho.

Então fica combinado

Tiramos um tempo para pensar em dúvidas, as minhas que imagino também suas. Inicialmente um tanto confuso. Arrisco terminar com mais dúvidas do que as que agora tenho. Pressupomos, se concordarmos, que, em comum, buscamos resultados semelhantes e desejamos para outros o que desejamos para nós próprios: satisfação, emancipação.

Como quase tudo, também aqui quase tudo está fora de ordem e é incompleto em si mesmo. Assim, este texto, pela sua natureza, é incompleto. Como sabemos que somos únicos – com nossas histórias pessoais, visões de mundo, jeitos de imaginar-sentir-organizar-fazer-ser-sei lá – talvez caiba você editar as informações que seguem, respeitando as regras que cria, em função do que se propõe.

Nesta procura, nos conectamos, você e eu. Uma vez conectados, possibilitamos comunicações entre você e – pessoas a quem me ligo – minha rede pessoal. Vale vice versa. Ampliamos nossas redes. Compomos assim, como instrumentos e meios, redes de redes.

Complexo e simples

Aparentemente caótica porque incontrolável e sem hierarquias, é a rede. Conexões horizontais, transversais, multidirecionais. Sincronicidade como possibilidade. Intuição como novo sentido.

Numa rede, ao invés de isto ou aquilo, agora isto e aquilo. Nas redes, movimentos. Iniciativas individuais, nos tempos de cada um. A procura, quando encontro, tende para oferta. Na aparência da doação, a realidade constante da troca. A mão que ajuda é a do coração que recebe. À racionalidade é acrescentado o desejo.

A rede possibilita o inimaginável. Complexa e simples, como o Homem. Razão e desejo.

Instrumento

Cenário para comunicações, a rede é virgem. Seus conteúdos são construídos e disponibilizados a partir da auto inserção voluntária de cada indivíduo que a compõe.

O que mobiliza cada participante é o desejo internalizado de compartilhar, especialmente informações. E a qualidade das informações compartilhadas é função do conhecimento e da atitude ética de quem gera.

A rede, como instrumento, é ignorante, pode ser burra ou inteligente. Simplificando, pode ser utilizada para o bem e para o mal. Cada informação disponibilizada – se absorvida pelo receptor, conscientemente ou não – estimula ações efetivas favoráveis, ou contrárias, às essências de seus conteúdos. Qualidades agregadas à rede vêm dos conteúdos das informações oferecidas.


Luiz Fernando Sarmento















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