Livre
pensar 08
Visão de
Mundo
Ideias e movimentos
Este e alguns dos próximos textos, a maioria,
escrevi paralelamente ao correr do meu trabalho no Sesc Rio, a partir do ano
2.000. Percebi o óbvio: nos encontros comunitários, como pano de fundo, sempre
presentes questões emocionais. Muito parecido com o que acontece em reuniões de
condomínio, em reuniões familiares. Em reuniões que envolvam gente. Amplio? Em
reuniões que envolvam seres vivos, outros animais também?
As histórias emocionais de cada um facilitam
ou atrapalham as relações de confiança necessárias à realização de objetivos de
interesse comum. Eu só me associo tranquilamente a quem eu confio. O tal do
capital social desejável nasce de relações humanas saudáveis. Assim, hoje,
valorizo os inteligentes emocionais, amorosos. Pessoas equilibradas são
naturalmente confiáveis, integradoras.
Muito do que escrevo, vivi. Sinto que estas
experiências têm sido úteis pro meu bem estar no mundo.
Por isto compartilho.
Então fica combinado
Tiramos um tempo para pensar em dúvidas, as
minhas que imagino também suas. Inicialmente um tanto confuso. Arrisco terminar
com mais dúvidas do que as que agora tenho. Pressupomos, se concordarmos, que,
em comum, buscamos resultados semelhantes e desejamos para outros o que
desejamos para nós próprios: satisfação, emancipação.
Como quase tudo, também aqui quase tudo está
fora de ordem e é incompleto em si mesmo. Assim, este texto, pela sua natureza,
é incompleto. Como sabemos que somos únicos – com nossas histórias pessoais,
visões de mundo, jeitos de imaginar-sentir-organizar-fazer-ser-sei lá – talvez
caiba você editar as informações que seguem, respeitando as regras que cria, em
função do que se propõe.
Nesta procura, nos conectamos, você e eu. Uma
vez conectados, possibilitamos comunicações entre você e – pessoas a quem me
ligo – minha rede pessoal. Vale vice versa. Ampliamos nossas redes. Compomos
assim, como instrumentos e meios, redes de redes.
Complexo e simples
Aparentemente caótica porque incontrolável e
sem hierarquias, é a rede. Conexões horizontais, transversais,
multidirecionais. Sincronicidade como possibilidade. Intuição como novo
sentido.
Numa rede, ao invés de isto ou aquilo,
agora isto e aquilo. Nas redes, movimentos. Iniciativas individuais, nos
tempos de cada um. A procura, quando encontro, tende para oferta. Na aparência
da doação, a realidade constante da troca. A mão que ajuda é a do coração que
recebe. À racionalidade é acrescentado o desejo.
A rede possibilita o inimaginável. Complexa e
simples, como o Homem. Razão e desejo.
Instrumento
Cenário para comunicações, a rede é virgem.
Seus conteúdos são construídos e disponibilizados a partir da auto inserção
voluntária de cada indivíduo que a compõe.
O que mobiliza cada participante é o desejo
internalizado de compartilhar, especialmente informações.
E a qualidade das informações compartilhadas é função do conhecimento e da
atitude ética de quem gera.
A rede, como instrumento, é ignorante, pode
ser burra ou inteligente. Simplificando, pode ser utilizada para o bem e para o
mal. Cada informação disponibilizada – se absorvida pelo receptor,
conscientemente ou não – estimula ações efetivas favoráveis, ou contrárias, às
essências de seus conteúdos. Qualidades agregadas à rede vêm dos conteúdos das
informações oferecidas.
Luiz Fernando Sarmento
Nenhum comentário:
Postar um comentário