quinta-feira, 13 de abril de 2017

Livre pensar 14 - Agências de inFormaões Independentes





Livre pensar 14

Agências de inFormações Independentes


Síntese

Informações de qualidade podem chegar a muita gente, através de veículos de comunicação já existentes. A ideia básica: qualquer pessoa ou instituição pode montar sua própria agência de inFormações independente. Esta agência oferecerá inFormações a veículos de comunicação.

Para a realização desta agência – além de informações benéficas de interesse público – é necessária uma pessoa, um computador com acesso à internet e endereços virtuais de veículos de comunicação. Simples assim.

Consciência

É mais fácil compreender processos de transformações, individuais e coletivas, quando reconheço a existência do meu inconsciente e considero o que vai pelo meu e pelo do outro. Freud, Jung, Reich me ensinam que cada um de nós, no correr da vida, adquire e internaliza defesas. Elas têm a função de impedir sentimentos que nos incomodam.

Por outro lado, a construção de relações de confiança me facilita comunicações mais profundas. Assim, antes de entrar propriamente nos conteúdos, é necessário cuidar de mim e do outro, estabelecer aproximações. Como no namoro: há o olhar, a empatia, a delicadeza na aproximação, as identificações comuns, os sinais, o pegar na mão, a construção da relação.
As inFormações profundas somente chegam ao seu destino quanto o destinatário está receptivo.
Comunicar é uma arte.

Da compreensão...

Conteúdos diferenciados – que intencionam contribuir para qualidade na vida de cada um e de todos – podem ser oferecidos a veículos de comunicação de todo o país, em todo o mundo.

Existem fontes – individuais, coletivas, comunitárias, ONGs, Oscips... Existem veículos potencialmente interessados – jornais, revistas, rádios, TVs. E os virtuais, inventados ou por inventar – sites, blogs, orkuts, twitters, faces...
As fontes não têm normalmente conexão com os veículos. Agências de inFormações podem ter esta função: colher conteúdos de qualidade e disponibilizá-los para veículos e seus públicos.

O terceiro setor – organizações de interesse público sem fins lucrativos, formais ou informais – e um quarto setor – indivíduos, pessoas físicas – podem assim compartilhar suas visões de mundo.

... Ao gesto

A realização de uma Agência de inFormações independente é trabalhosa, mas simples. O básico:

• Uma pessoa interessada, com senso ético internalizado e capacidade de aprender o fazimento e articular a integração de recursos: colher informações e fomentar sua veiculação. Se necessário, editá-las, formatá-las.

• Um espaço, uma mesa, cadeira, um computador, um telefone com fax, um scanner.

• Uma relação atualizável de profissionais de comunicação atuantes no país – e suas funções nos veículos a que estejam vinculados. Há instituições especializadas que oferecem comercialmente estas informações.

Talvez, por exemplo,
a Meio & Mensagem, http://www.meioemensagem.com.br .
Ou a Comunique-se, http://www.comunique-se.com.br .

Merecem ser também ser relacionados – além dos mais conhecidos – os profissionais e veículos menos conhecidos. E jornais, revistas, rádios, TVs... produzidos e voltados para suas comunidades.

No campo virtual, outro mundo de comunicações. Aqui, quando a inFormação disponibilizada toca quem a recebe, são incontáveis as possibilidades de reprodução e espalhamento. Dependem basicamente da iniciativa de cada um. Assim mais facilmente se formam redes e movimentos.

• Uma relação de fontes possíveis de inFormações. Vale pesquisa. Há as pessoas e instituições que já dão certo, já fazem trabalhos reconhecidamente em favor do desenvolvimento integral da pessoa e da coletividade. Há os desconhecidos do público, atuantes ou na semeadura. O boca-a-boca constrói redes. Um leva a outros que leva a muitos.

Estas fontes podem estar relacionadas ao foco da agência. Imagino uma diversidade grande, de acordo com o interesse de quem envolvido. Agências voltadas para o bem estar das crianças, mães, pais, adolescentes. Ou para áreas de conhecimento específicas: agronomia, psicologia, engenharia, medicina, alimentação, esportes, lazer, voluntariado, magistério... Aqui vale um livre pensar, além de aproximações dos próprios desejos de quem – pessoa ou instituição – intenciona atuar como agente de inFormações.

Conteúdos

Todo este trabalho só faz sentido se os conteúdos das inFormações a serem oferecidas contribuírem para o bem estar individual e coletivo. Para não ter dúvidas, me pergunto: é o que desejo oferecer aos meus filhos, aos meus pais, aos amigos, aos que não conheço? Poderá fazer bem, estimular reflexões?

InFormações atemporais tendem a permanecer.
Foram úteis ontem, podem ser úteis hoje e amanhã.

A construção de um mundo melhor comporta variedade de temas e públicos: ética, comportamento, brincadeiras passo a passo, notícias que geram esboços de sorrisos, agradáveis de saber... Escritas para todos nós ou especificamente destinadas a pais, crianças, babás, professores, empresários, médicos, políticos, funcionários públicos... InFormações que tragam, mais que informações, conhecimentos. Que estimulem a consciência, possibilitem insights...

Formas

Lembranças difusas. No início da segunda metade do século vinte, um jornal de circulação nacional oferecia a jornais do interior matérias atemporais em cadernos-tipo-cultura, com espaços para inserções publicitárias locais. Informações de qualidade, para públicos virgens, ampliaram visões de mundo.

Hoje, abrem-se novas fronteiras para a imaginação. Textos, fotos, vídeos, áudios... Em releases, artigos, cromos, fitas, DVDs, CDs – virtuais ou físicos... Escolhas de produção e oferta em função dos veículos, físicos e virtuais, escritos e audiovisuais.

Todo o mundo quer

Aqui, ali, acolá, conteúdos de qualidade, quando emocionalmente entendidos, tendem a encontrar pessoas e instituições proativas que utilizam e reproduzem os conhecimentos adquiridos. Assim, em leve prazo, se sucesso aqui, também sucesso entre outras pessoas, outros povos de outros países com outras línguas, que tenham em comum a mesma humanidade.


Saiba mais:

Luiz Fernando Sarmento








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