Livre pensar 14
Agências de inFormações Independentes
Síntese
Informações
de qualidade podem chegar a muita gente, através de veículos de comunicação já
existentes. A ideia básica: qualquer pessoa ou instituição pode montar sua
própria agência de inFormações
independente. Esta agência oferecerá inFormações
a veículos de comunicação.
Para a realização desta agência – além de informações benéficas de interesse
público – é necessária uma pessoa, um computador com acesso à internet e
endereços virtuais de veículos de comunicação. Simples assim.
Consciência
É mais fácil compreender processos de
transformações, individuais e coletivas, quando reconheço a existência do meu
inconsciente e considero o que vai pelo meu e pelo do outro. Freud, Jung, Reich
me ensinam que cada um de nós, no correr da vida, adquire e internaliza defesas.
Elas têm a função de impedir sentimentos que nos incomodam.
Por outro lado, a construção de relações de
confiança me facilita comunicações mais profundas. Assim, antes de entrar
propriamente nos conteúdos, é necessário cuidar de mim e do outro, estabelecer
aproximações. Como no namoro: há o olhar, a empatia, a delicadeza na
aproximação, as identificações comuns, os sinais, o pegar na mão, a construção
da relação.
As inFormações
profundas somente chegam ao seu destino quanto o destinatário está receptivo.
Comunicar é uma arte.
Da
compreensão...
Conteúdos diferenciados – que intencionam
contribuir para qualidade na vida de cada um e de todos – podem ser oferecidos
a veículos de comunicação de todo o país, em todo o mundo.
Existem fontes – individuais, coletivas,
comunitárias, ONGs, Oscips... Existem veículos potencialmente interessados –
jornais, revistas, rádios, TVs. E os virtuais, inventados ou por inventar –
sites, blogs, orkuts, twitters, faces...
As fontes não têm normalmente conexão com os
veículos. Agências de inFormações
podem ter esta função: colher conteúdos de qualidade e disponibilizá-los para
veículos e seus públicos.
O terceiro setor – organizações de interesse
público sem fins lucrativos, formais ou informais – e um quarto setor –
indivíduos, pessoas físicas – podem assim compartilhar suas visões de mundo.
...
Ao gesto
A realização de uma Agência de inFormações independente é trabalhosa,
mas simples. O básico:
• Uma pessoa interessada, com senso ético
internalizado e capacidade de aprender o fazimento e articular a integração de
recursos: colher informações e fomentar sua veiculação. Se necessário,
editá-las, formatá-las.
• Um espaço, uma mesa, cadeira, um
computador, um telefone com fax, um scanner.
• Uma relação atualizável de profissionais de
comunicação atuantes no país – e suas funções nos veículos a que estejam
vinculados. Há instituições especializadas que oferecem comercialmente estas
informações.
Talvez, por exemplo,
Merecem ser também ser relacionados – além
dos mais conhecidos – os profissionais e veículos menos conhecidos. E jornais,
revistas, rádios, TVs... produzidos e voltados para suas comunidades.
No campo virtual, outro mundo de
comunicações. Aqui, quando a inFormação
disponibilizada toca quem a recebe, são incontáveis as possibilidades de
reprodução e espalhamento. Dependem basicamente da iniciativa de cada um. Assim
mais facilmente se formam redes e movimentos.
• Uma relação de fontes possíveis de inFormações. Vale pesquisa. Há as
pessoas e instituições que já dão certo, já fazem trabalhos reconhecidamente em
favor do desenvolvimento integral da pessoa e da coletividade. Há os
desconhecidos do público, atuantes ou na semeadura. O boca-a-boca constrói
redes. Um leva a outros que leva a muitos.
Estas fontes podem estar relacionadas ao foco
da agência. Imagino uma diversidade grande, de acordo com o interesse de quem
envolvido. Agências voltadas para o bem estar das crianças, mães, pais,
adolescentes. Ou para áreas de conhecimento específicas: agronomia, psicologia,
engenharia, medicina, alimentação, esportes, lazer, voluntariado, magistério...
Aqui vale um livre pensar, além de aproximações dos próprios desejos de quem –
pessoa ou instituição – intenciona atuar como agente de inFormações.
Conteúdos
Todo este trabalho só faz sentido se os
conteúdos das inFormações a serem
oferecidas contribuírem para o bem estar individual e coletivo. Para não ter
dúvidas, me pergunto: é o que desejo oferecer aos meus filhos, aos meus pais,
aos amigos, aos que não conheço? Poderá fazer bem, estimular reflexões?
InFormações
atemporais tendem a permanecer.
Foram úteis ontem, podem ser úteis hoje e
amanhã.
A construção de um mundo melhor comporta
variedade de temas e públicos: ética, comportamento, brincadeiras passo a
passo, notícias que geram esboços de sorrisos, agradáveis de saber... Escritas
para todos nós ou especificamente destinadas a pais, crianças, babás,
professores, empresários, médicos, políticos, funcionários públicos... InFormações que tragam, mais que
informações, conhecimentos. Que estimulem a consciência, possibilitem
insights...
Formas
Lembranças difusas. No início da segunda
metade do século vinte, um jornal de circulação nacional oferecia a jornais do
interior matérias atemporais em cadernos-tipo-cultura, com espaços para
inserções publicitárias locais. Informações de qualidade, para públicos
virgens, ampliaram visões de mundo.
Hoje, abrem-se novas fronteiras para a
imaginação. Textos, fotos, vídeos, áudios... Em releases, artigos, cromos,
fitas, DVDs, CDs – virtuais ou físicos... Escolhas de produção e oferta em
função dos veículos, físicos e virtuais, escritos e audiovisuais.
Todo
o mundo quer
Aqui, ali, acolá, conteúdos de qualidade,
quando emocionalmente entendidos, tendem a encontrar pessoas e instituições proativas
que utilizam e reproduzem os conhecimentos adquiridos. Assim, em leve prazo, se
sucesso aqui, também sucesso entre outras pessoas, outros povos de outros
países com outras línguas, que tenham em comum a mesma humanidade.
Saiba
mais:
Luiz Fernando Sarmento
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