uma vida
incomum como qualquer um 23
balanços
Presente
Tempos passados,
semana dessas... A semana começa, dois dias e já me canso do trabalho que não escolhi.
Me pego ansioso em relação ao que me propus: realizar o vídeo Terapias
Comunitárias e escrever um livro.
Tenho tido prazer
em levantar cedo e escrever sem compromisso. Gravar situações emocionantes
também é prazeroso. A ansiedade, desconfio, vem da inclusão de limitações ao
tempo. Determinar datas me obriga a cumpri--las. E aí, já sei, minhas escolhas
perdem sentido. Que fazer?
Uma primeira opção
é respeitar os tempos naturais, meus e dos outros. Uma série de tarefas preparatórias
antecede gravações. Depoimentos conceituais, opiniões, visões do método, da sua
aplicação, eficiência, eficácia, já colhi suficientes – com a ajuda de Michel,
Naly, Carolina, outros colegas do curso de formação. Agora são necessárias rodas
de TC.
Fiz os primeiros
contatos com terapeutas, os equipamentos de gravação estão comigo, as
autorizações de imagem e som estão impressas, prontas para preenchimentos e assinaturas,
está à mão o dinheiro necessário pras despesas de transportes e pequenos
gastos. Posso agendar com quem deseje. E articular com Elizeu ou Jun Kawaguchi
ou Jorge uma segunda câmera.
Em busca de
financiamento, Elizeu preparou as informações e deu entrada na Fiocruz. Neste
caminho, nos colocamos como parceiros, intencionamos construir juntos direção,
roteiro, produção. Está prevista resposta em trinta dias. Outra trilha é a
minha usual. Planejo, mesmo sabendo que a realidade será diferente. Nos meus tempos
– com o apoio de um amigo aqui, um voluntário ali, prestadores de serviços
acolá – articulo, produzo, gravo, oriento a transcrição, decupagem, roteiro,
edição. Então, matriz, capa e rótulos prontos, encomendo cópias e parceirizo distribuição
caseira.
Deu certo assim com
o Energia da Vida, o Aparelhos Orgônicos e, maior sucesso, com o Auto-Hemoterapia,
Contribuições para a Saúde – Conversa com Dr. Luiz Moura. Permanecem
prontos à espera e em busca de seus públicos o Candomblé, o Ilha
Grande, o Práticas Chinesas de Auto-Cura, os Psicoterapias
Corporais, o Energia Orgônica e Saúde Pública. Como todos são
atemporais, em algum momento, acredito, passarão em tv aberta.
Quem participou das
feituras – Victor, Ipojucan, Bruno, Pedro Farias, Bel, Raul, Sônia, Pedro
Sarmento, Fran, Elizeu, Félix, Katty, Christiane, Thiago, Rudá, Oscar,
Grasiela, Thamires, Mejia, Phillip, Gilberto, Ana, Regina, Rafael, Pavel,
Caetano, Lucas... tanta gente – gostará.
Quanto ao livro,
estamos aqui, nesta
brincadeira eventual ou de quase todo dia. Fiquei surpreso e satisfeito com o livreto
que produzi com o conteúdo da entrevista feita por mim e Ana com Dr. Luiz
Moura, a capa com design de meu filho Pedro, ilustração de Fran Junqueira, a
experiência de Leandro Godoy. Ficou bonito, atraente mesmo. Estou satisfeito
também com meu prefácio. O livreto me estimula este livro.
Pensei uma parte
subjetiva, outra objetiva. Mas, como Lennon já disse, a vida acontece enquanto
a gente planeja. Tudo muda num instante. Aliás, como sou o que aprendi, li,
escutei..., toda ou quase cada letra – palavra, oração, frase... – que escrevo
merece citação de quem a inventou, descobriu, idealizou.
Porém, ai, porém, sinto, as ideias estão no ar. É só relaxar que
elas chegam, pra mim, pra outros. A quem pertencem? E o tal do inconsciente
coletivo? É certo falar é meu? É ético possuir direitos autorais?
Pra parte objetiva
pensei descrever o que criei, co-inventei e entendo prático. A metodologia de redes
comunitárias e que mais?
Luiz
Fernando Sarmento
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