sábado, 13 de maio de 2017

balanços - uma vida incomum como qualquer um 23

    




uma vida incomum como qualquer um 23

balanços

Presente
Tempos passados, semana dessas... A semana começa, dois dias e já me canso do trabalho que não escolhi. Me pego ansioso em relação ao que me propus: realizar o vídeo Terapias Comunitárias e escrever um livro.

Tenho tido prazer em levantar cedo e escrever sem compromisso. Gravar situações emocionantes também é prazeroso. A ansiedade, desconfio, vem da inclusão de limitações ao tempo. Determinar datas me obriga a cumpri--las. E aí, já sei, minhas escolhas perdem sentido. Que fazer?

Uma primeira opção é respeitar os tempos naturais, meus e dos outros. Uma série de tarefas preparatórias antecede gravações. Depoimentos conceituais, opiniões, visões do método, da sua aplicação, eficiência, eficácia, já colhi suficientes – com a ajuda de Michel, Naly, Carolina, outros colegas do curso de formação. Agora são necessárias rodas de TC.

Fiz os primeiros contatos com terapeutas, os equipamentos de gravação estão comigo, as autorizações de imagem e som estão impressas, prontas para preenchimentos e assinaturas, está à mão o dinheiro necessário pras despesas de transportes e pequenos gastos. Posso agendar com quem deseje. E articular com Elizeu ou Jun Kawaguchi ou Jorge uma segunda câmera.

Em busca de financiamento, Elizeu preparou as informações e deu entrada na Fiocruz. Neste caminho, nos colocamos como parceiros, intencionamos construir juntos direção, roteiro, produção. Está prevista resposta em trinta dias. Outra trilha é a minha usual. Planejo, mesmo sabendo que a realidade será diferente. Nos meus tempos – com o apoio de um amigo aqui, um voluntário ali, prestadores de serviços acolá – articulo, produzo, gravo, oriento a transcrição, decupagem, roteiro, edição. Então, matriz, capa e rótulos prontos, encomendo cópias e parceirizo distribuição caseira.

Deu certo assim com o Energia da Vida, o Aparelhos Orgônicos e, maior sucesso, com o Auto-Hemoterapia, Contribuições para a Saúde – Conversa com Dr. Luiz Moura. Permanecem prontos à espera e em busca de seus públicos o Candomblé, o Ilha Grande, o Práticas Chinesas de Auto-Cura, os Psicoterapias Corporais, o Energia Orgônica e Saúde Pública. Como todos são atemporais, em algum momento, acredito, passarão em tv aberta.

Quem participou das feituras – Victor, Ipojucan, Bruno, Pedro Farias, Bel, Raul, Sônia, Pedro Sarmento, Fran, Elizeu, Félix, Katty, Christiane, Thiago, Rudá, Oscar, Grasiela, Thamires, Mejia, Phillip, Gilberto, Ana, Regina, Rafael, Pavel, Caetano, Lucas... tanta gente – gostará.

Quanto ao livro,
estamos aqui, nesta brincadeira eventual ou de quase todo dia. Fiquei surpreso e satisfeito com o livreto que produzi com o conteúdo da entrevista feita por mim e Ana com Dr. Luiz Moura, a capa com design de meu filho Pedro, ilustração de Fran Junqueira, a experiência de Leandro Godoy. Ficou bonito, atraente mesmo. Estou satisfeito também com meu prefácio. O livreto me estimula este livro.

Pensei uma parte subjetiva, outra objetiva. Mas, como Lennon já disse, a vida acontece enquanto a gente planeja. Tudo muda num instante. Aliás, como sou o que aprendi, li, escutei..., toda ou quase cada letra – palavra, oração, frase... – que escrevo merece citação de quem a inventou, descobriu, idealizou.

Porém, ai, porém, sinto, as ideias estão no ar. É só relaxar que elas chegam, pra mim, pra outros. A quem pertencem? E o tal do inconsciente coletivo? É certo falar é meu? É ético possuir direitos autorais?

Pra parte objetiva pensei descrever o que criei, co-inventei e entendo prático. A metodologia de redes comunitárias e que mais?

Luiz Fernando Sarmento








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