Em busca do prazer
Um lugar – um país, uma cidade, bairro, uma roça, uma rua, um
teto – onde as pessoas que aí vivam estejam também constantemente atentas ao
presente, ao que está acontecendo a cada momento. Um lugar onde as pessoas ajam
em função dos sentimentos e sensações que percebem em si.
Onde cada pessoa, conscientemente, consegue perceber e respeitar
também os espaços – físico, psíquico, espiritual, integral – de outras pessoas
com quem convive. Um lugar onde, em decorrência do acima suposto e em
decorrência da racionalidade natural e da vida que aí frutificam, problemas
econômicos e sociais perderiam suas fontes.
Neste lugar cada pessoa se percebe e se respeita. Sua moral é
natural, não lhe foi ensinada como dogmas. Seu princípio é o prazer. Em função
do prazer é que define o seu trabalho. O trabalho só tem sentido se é também
fonte de seu prazer. Cada pessoa usufrui dos frutos do seu trabalho. Não se
apodera do resultado do trabalho de outros.
Também em função do prazer é que busca novos conhecimentos. Não
aceita os conhecimentos que lhe são impostos como verdades inquestionáveis:
busca os novos conhecimentos em função das necessidades.
Neste lugar cada pessoa tem consciência da liberdade que necessita ter e usufruir para que possa continuar vivo, emocionável, com brilho. Tem capacidade também de vivenciar suas dores e, com a vivência, crescer humanamente.
Neste lugar cada pessoa tem consciência da liberdade que necessita ter e usufruir para que possa continuar vivo, emocionável, com brilho. Tem capacidade também de vivenciar suas dores e, com a vivência, crescer humanamente.
Emoções e transformações
Este lugar começa a existir para mim a partir do momento em que
eu passo, em busca do prazer, a mudar meu comportamento em relação a mim próprio
e em relação às pessoas com quem convivo: em casa, no trabalho, na rua, a todo
momento.
Parece ser necessário, como base para uma mudança de
comportamento, eu tomar consciência de meus próprios sentimentos e sensações.
Também tomar consciência do que meus olhos, orelhas, nariz, boca e pele
percebem do mundo ao meu redor. Na verdade, me permitir sentir, deixar fluírem
as emoções.
Por sua vez, parece que as emoções geram transformações. Quando
me emociono, sou depois diferente do que fui.
*
Este texto é parte das reflexões
que fiz e escrevi na década de 80.
Compõe o capítulo
Reflexões sobre o Homem Novo
que compõe meu livro
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