segunda-feira, 28 de março de 2016

O pior lugar do mundo




O pior lugar do mundo

Tem tanto tempo que o mundo é assim, mais pro feio. Passo por uma escola pública e, triste, vejo a educação castradora se repetir, como foi comigo há 25 anos. Igualzinho. Talvez mais dolorido. E o que dá pra sacar da história confirma: quando a vida emerge, lá vem sufoco. Nem é preciso ver os grandes jornais, TVs, rádios.


Os melhores repórteres somos nós. É só olhar em volta. Ou pra gente mesmo. Hoje acredito que uma coisa é tomar consciência, sentir. Outra, imediata, é o movimento, a ação.

E a primeira ação possível pode ser comigo mesmo. Perceber o moralismo, examinar suas fontes, entendê-lo. Deixar de lado o moralismo e criar os meus próprios valores. Seguir os meus sentimentos, respeitar os limites das outras pessoas envolvidas. Só esta ação comigo já sinto revolucionante.

E com certeza as minhas mudanças pessoais influem em quem convive comigo: no trabalho, em casa, na rua. E oportunidade para isto tenho em cada segundo de minha vida. O melhor ou o pior lugar do mundo é aqui e agora: o momento que de fato existe é o que vivo agora, aqui.

E, mesmo sabendo que os castigos normalmente, quando existem, são menores do que meu medo antevê, há que tomar cuidados a toda hora para não ser atropelado por quem odeia a vida.

*

Este texto é parte das reflexões
que fiz e escrevi na década de 80.



São parte do capítulo
Reflexões sobre o Homem Novo
que compõe meu livro





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