Pressupostos
Permanecem mistérios quanto
às primeiras origens – se é que existem – de tudo ou de cada objeto, ação,
energia, pensamento... Como exemplo, quando vivenciadas, ausências ou
abstrações de tempo e espaço mexem com visões de mundo e provocam
decorrências, inclusive alterações de comportamentos. Quem vivenciou,
sente, sabe.
Sabemos, quando permitimos
a consciência, que a razão muitas vezes funciona como defesa em
relação ao sentir. Inclinam, declinam, flutuam civilizações, permanecem
as questões – de onde viemos, quem somos, para onde vamos? Donkivim, onkotô,
pronkovô? E, sempre presente, ser ou não ser? Sou eu ou sou o outro?
Em cada momento, estou ou não estou? O que você quer que eu queira, para eu
querer?
Sou um mapa da minha vida. Sinto que dentro de mim tenho um
tanto de quem senti, me identifiquei. Sou parte de meus filhos, meus pais,
irmãs, irmão. Sou parte de quem convivo ou convivi intensamente. Socorro, Ana,
Vânia, Vera, Regina. Descubro em mim mamãe, papai, João Porphírio, Stella,
Lina, Ló... Tanta gente hoje ainda interfere em mim, pelo que me tocou, pelo
que me trouxe direta ou indiretamente. Mesmo que eventualmente me esqueça de
mim mesmo ou de quem tive boas lembranças.
A consciência – quem
vivencia, sabe – facilita mudanças. Enquanto isto, com todas minhas
limitações, percebo em mim mesmo – quando me permito – que minhas ações são
precedidas pelos meus sentimentos.
Parece claro que a emoção
precede a razão. Que meu comportamento é influenciado por minhas emoções –
atuais e passadas. E que o conhecer e o reconhecer causas de meu comportamento
atual facilitam e estimulam minhas próprias transformações.
. *
Este texto é parte de um dos
capítulos
- Visão de Mundo –
do livro que escrevi,
com a intenção de contribuir com
ideias e metodologias
para movimentos sociais e
individuais.
O livro, só clicar:
Nenhum comentário:
Postar um comentário