Outras ideias.
A intenção de contribuir
para uma sociedade tranquila.
Visão de Mundo
Ideias e movimentos
Este e alguns dos próximos textos, a maioria, escrevi
paralelamente ao correr do meu trabalho no Sesc Rio, a partir do ano 2.000.
Percebi o óbvio: nos encontros comunitários, como pano de fundo, sempre
presentes questões emocionais. Muito parecido com o que acontece em reuniões de
condomínio, em reuniões familiares. Em reuniões que envolvam gente. Amplio? Em
reuniões que envolvam seres vivos, outros animais também?
As histórias emocionais de cada um facilitam ou atrapalham as
relações de confiança necessárias à realização de objetivos de interesse comum.
Eu só me associo tranquilamente a quem eu confio. O tal do capital social
desejável nasce de relações humanas saudáveis. Assim, hoje, valorizo os
inteligentes emocionais, amorosos. Pessoas equilibradas são naturalmente
confiáveis, integradoras.
Muito do que escrevo, vivi. Sinto que estas experiências têm
sido úteis pro meu bem estar no mundo.
Por isto compartilho.
Então fica combinado
Tiramos um tempo para pensar em dúvidas, as minhas que imagino
também suas. Inicialmente um tanto confuso. Arrisco terminar com mais dúvidas
do que as que agora tenho. Pressupomos, se concordarmos, que, em comum,
buscamos resultados semelhantes e desejamos para outros o que desejamos para
nós próprios: satisfação, emancipação.
Como quase tudo, também aqui quase tudo está fora de ordem e é
incompleto em si mesmo. Assim, este texto, pela sua natureza, é incompleto.
Como sabemos que somos únicos – com nossas histórias pessoais, visões de mundo,
jeitos de imaginar-sentir-organizar-fazer-ser-sei lá – talvez caiba você editar
as informações que seguem, respeitando as regras que cria, em função do que se
propõe.
Nesta procura, nos conectamos, você e eu. Uma vez conectados,
possibilitamos comunicações entre você e – pessoas a quem me ligo – minha rede
pessoal. Vale vice versa. Ampliamos nossas redes. Compomos assim, como
instrumentos e meios, redes de redes.
Complexo e simples
Aparentemente caótica porque incontrolável e sem hierarquias, é
a rede. Conexões horizontais, transversais, multidirecionais. Sincronicidade
como possibilidade. Intuição como novo sentido.
Numa rede, ao invés de isto ou aquilo, agora isto e aquilo.
Nas redes, movimentos. Iniciativas individuais, nos tempos de cada um. A
procura, quando encontro, tende para oferta. Na aparência da doação, a
realidade constante da troca. A mão que ajuda é a do coração que recebe.
À racionalidade é acrescentado o desejo. A rede possibilita o
inimaginável. Complexa e simples, como o Homem. Razão e desejo
Instrumento
Cenário para comunicações, a rede é virgem. Seus conteúdos são
construídos e disponibilizados a partir da auto inserção voluntária de cada
indivíduo que a compõe.
O que mobiliza cada participante é o desejo internalizado de
compartilhar, especialmente informações. E a qualidade das informações
compartilhadas é função do conhecimento e da atitude ética de quem gera.
A rede, como instrumento, é ignorante, pode ser burra ou
inteligente. Simplificando, pode ser utilizada para o bem e para o mal. Cada
informação disponibilizada – se absorvida pelo receptor, conscientemente ou não
– estimula ações efetivas favoráveis, ou contrárias, às essências de seus
conteúdos. Qualidades agregadas à rede vêm dos conteúdos das informações
oferecidas.
Escuto você me escuta
Muitas das metodologias de comunicações tradicionais dificultam comunicações.
Palestras, por exemplo, poucos de nós têm paciência para só ouvir.
A inter-ação parece ser uma chave. Quando todos
têm oportunidade de se expressar individualmente – mesmo num tempo limitado
pré-combinado – cada um se sente participante. Especialmente se o
respeito pelo outro está presente.
Monólogos iniciais – de
cada um, incluindo todos – facilitam diálogos posteriores, básicos para
construções de parcerias. E quando mais de dois conversam entre si, as
possibilidades de entendimento se multiplicam. O boca a boca espontâneo
acompanha os desejos: entre os que têm desejos semelhantes, a comunicação é
passo largo para construções coletivas...
. *
Este texto é parte de um dos
capítulos
- Visão de Mundo –
do livro que escrevi,
com a intenção de contribuir com
ideias e metodologias
para movimentos sociais e
individuais.
O livro, só clicar:
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