sábado, 26 de março de 2016

Viver o presente




Viver o Presente

Da reflexão sobre meu próprio comportamento percebo que também é revolucionante respirar naturalmente, deixar minhas emoções se expressarem, não aceitar submissamente impedimentos morais. Deixar o tesão ter voto, a ternura, o desejo ter voto. Respeitar meu próprio corpo, minha própria mente, minha própria vida nos meus atos cotidianos. Que também é revolucionante procurar caminhos para não ter que trabalhar em coisas que desinformam ou que contribuem para a manutenção dos que autoritariamente detêm o poder. É difícil, eu sei, colocar em prática o que já sei.

E, paralelo à reflexão, quando trabalho consciente com o corpo, no sentido da recuperação da minha mobilidade natural, encontro emoções há muito tempo suprimidas.


Esta auto-revolução pessoal, de refletir e de trabalhar meu próprio corpo, acredito que esteja dentro da área de atuação de outros como eu, individualmente: tento viver o presente, procuro gratificações aqui e agora, busco o homem novo em mim mesmo.

*

Este texto é parte das reflexões
que fiz e escrevi na década de 80.



São parte do capítulo
Reflexões sobre o Homem Novo
que compõe meu livro



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