Viver o Presente
Da reflexão sobre meu
próprio comportamento percebo que também é revolucionante respirar naturalmente,
deixar minhas emoções se expressarem, não aceitar submissamente impedimentos
morais. Deixar o tesão ter voto, a ternura, o desejo ter voto. Respeitar meu
próprio corpo, minha própria mente, minha própria vida nos meus atos
cotidianos. Que também é revolucionante procurar caminhos para não ter que
trabalhar em coisas que desinformam ou que contribuem para a manutenção dos que
autoritariamente detêm o poder. É difícil, eu sei, colocar em prática o que já
sei.
E, paralelo à reflexão,
quando trabalho consciente com o corpo, no sentido da recuperação da minha
mobilidade natural, encontro emoções há muito tempo suprimidas.
Esta
auto-revolução pessoal, de refletir e de trabalhar meu próprio corpo, acredito
que esteja dentro da área de atuação de outros como eu, individualmente: tento
viver o presente, procuro gratificações aqui e agora, busco o homem novo em mim
mesmo.
*
Este texto é parte das reflexões
que fiz e escrevi na década de 80.
São parte do capítulo
Reflexões sobre o Homem Novo
que compõe meu livro
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