Aparente bagunça
Desorganizado internamente,
quero tudo certinho, limpinho, arrumadinho.
Já alguma lucidez me traz compreensão.
São fluxos: o caos precede a ordem que antecede o caos.
Equilíbrios diferentes.
No tantra preservo o ching – o ki? –,
interrompo um fluxo e internalizo outro.
Nas redes de meus pensamentos se conectam lembranças.
Ausentes espaços – se fundem com meu pulsar.
E ausentes tempos – futuro, passado – agora se confundem:
inexistem desordem e ordem.
E de novo tudo se inverte.
Existe agora, existe lugar,
já sou eu separado do mundo
à procura de me re-integrar.
Tudo isto, sinto-sei,
é só outro ritmo de respirar.
Mas vamos parar com isto
e fazer o que de mim meu redor espera. Se divago, sonho. Se
sonho... Mas o sonhar não antecede toda realização?
É isto?
Gasto tanto tempo
tentando mudar o comportamento do outro
que me esqueço de mudar em mim
este vício
de querer mudar o outro.
. *
Este texto é parte de um dos
capítulos
- Visão de Mundo –
do livro que escrevi,
com a intenção de contribuir com
ideias e metodologias
para movimentos sociais e
individuais.
O livro, só clicar:
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