sexta-feira, 1 de abril de 2016

Aparente bagunça




Aparente bagunça

Desorganizado internamente,
quero tudo certinho, limpinho, arrumadinho.

Já alguma lucidez me traz compreensão.
São fluxos: o caos precede a ordem que antecede o caos.
Equilíbrios diferentes.

No tantra preservo o ching – o ki? –,
interrompo um fluxo e internalizo outro.

Nas redes de meus pensamentos se conectam lembranças.
Ausentes espaços – se fundem com meu pulsar.

E ausentes tempos – futuro, passado – agora se confundem:
inexistem desordem e ordem.

E de novo tudo se inverte.
Existe agora, existe lugar,
já sou eu separado do mundo
à procura de me re-integrar.

Tudo isto, sinto-sei,
é só outro ritmo de respirar.

Mas vamos parar com isto
e fazer o que de mim meu redor espera. Se divago, sonho. Se sonho... Mas o sonhar não antecede toda realização?


É isto?

Gasto tanto tempo
tentando mudar o comportamento do outro
que me esqueço de mudar em mim
este vício
de querer mudar o outro.


. *
Este texto é parte de um dos capítulos
- Visão de Mundo –
do livro que escrevi,
com a intenção de contribuir com
ideias e metodologias
para movimentos sociais e individuais.

O livro, só clicar:









Nenhum comentário:

Postar um comentário