quinta-feira, 14 de abril de 2016

Mamãe, como Dilma




Mamãe, como Dilma,
cuidava tanto de pessoas mais humildes
quanto de si.

Quanto mais vivo,
 melhor lembro de mamãe.

Confiava, confio nela
como tenho confiado em Dilma.

Esta minha visão de mundo.

Além disto,
no meu dia a dia,
cuido de procurar me relacionar afetuosamente
com meus vizinhos, amigos, filhos
e com quem, de uma ou de outra forma,
convivo.

Confio em Dilma
pelo que percebo tem acontecido
com pessoas menos favorecidas
financeira e economicamente.

Vejo muitos jovens, pobres
- negros, brancos, de todas as cores –
em faculdades e, melhor ainda,
com as cabeças erguidas.

Adoro isto.

Vejo também
que posso viver bem com recursos
mais limitados.

Posso falar do que sinto,
do que percebo
e meu limite está no direito do outro.

Democracia é bom
e tenho praticado todos os dias,
ao meu redor.

Sinto,
do que conheço dos amigos e amigas,
que temos em comum este desejo
do bem estar de todos
e de nós próprios.

Mesmo tendo, alguns de nós,
visões de mundo diferentes uns dos outros.

É o que tenho sentido...
e isto estimula minha confiança
em quem cuida da terra onde nasci.

Mais confio quando me lembro
das minhas próprias limitações.

Uma torneira pinga,
uma sujeira surge no assoalho daqui de casa
e, às vezes, demoro uns dias
pra consertar, varrer.

Imagino o trabalhão que tem
uma presidente da república
para realizar o que todos desejamos.

Inda mais com um Congresso
e uma  Justiça complexos.

E a mídia talvez mais ainda.

Sabemos que a interdependência
destes 3 poderes faz parte
do sistema democrático que vivemos.

Tenho me perguntado,
considerando a realidade como é:

o que está ao meu alcance fazer
para colaborar com o bem estar
de todos nós?

E, repetidamente,
me vem ao coração a resposta:
cuidar dos afetos.

Cuidar da qualidade das relações
com quem no todo dia me relaciono:
filhos, amigos, vizinhos,
colegas e passantes.

E, com boa vontade,
escolher o que me faz bem
e, a outros, também.

Assim,
quando bem escolho,
vivo a alegria de viver!








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