Sem graça
Há piadas que desonram alguém.
Conspurcam, enlodam, mancham,
maculam, enxovalham, rebaixam,
aviltam, injuriam, infamam,
abocanham, caluniam,
desacreditam, deslustram,
difamam, desabonam...
Rio do outro, da desgraça do outro.
Conspurcam, enlodam, mancham,
maculam, enxovalham, rebaixam,
aviltam, injuriam, infamam,
abocanham, caluniam,
desacreditam, deslustram,
difamam, desabonam...
Pegadinhas são falsas delícias.
Rio mesmo é de mim,
não lembro que o outro sou eu.
Mais que tudo,
da programação da TV,
são filmes.
A maioria, violência pura.
Bandido caça mocinho
que caça bandido,
como se em cada um de nós
não residisse um tanto em cada outro.
Como no cinema,
me divirto com a violência.
Maniqueísmo,
coerente com visões de mundo limitadas.
Venda e compra de produtos e serviços desnecessários
movimentam a economia.
Alimentam ciclos viciosos,
ignorância como fonte de si própria.
Aqui, procuro suprir vazios
que acumulei e empanturro.
Retiro agora estes óculos escuros.
Caio na rede.
*
Este texto é parte de um dos
capítulos
- Visão de Mundo –
do livro que escrevi,
com a intenção de contribuir com
ideias e metodologias
para movimentos sociais e
individuais.
O livro, só clicar:
A imagem,
grafite,
rua de São Paulo.
De novo, ai, ato falho, falha minha,
cadê o autor, criador?
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