Livre
pensar 12
Auto-hemoterapia
Conversei com Dr. Luiz Moura pela primeira
vez em 1994, apresentado por Ralph Viana. Gravamos, editamos e oferecemos ao
público o vídeo Energia da Vida, onde ele, Moura – além de Neuci da
Cunha Gonçalves e Alex Leão Flores Xavier, médicos também – fala de manutenção
da saúde e alternativas para tratamentos de doenças do nosso tempo.
Em 2004, Ana Maria Martinez, satisfeita com
os resultados em si mesma, sugere que façamos um vídeo específico sobre
auto-hemoterapia, método utilizado há mais de 100 anos e que, na década de 40
do século passado, quase desapareceu com a chegada de antibióticos.
Juntos realizamos e distribuímos algumas
cópias. Alguém, por sua própria iniciativa, insere na internet o Auto-Hemoterapia
– Conversa com Dr. Luiz Moura. Em pouco tempo passamos a receber retornos
espontâneos de usuários, com relatos de resultados benéficos em relação aos
mais variados distúrbios. O vídeo ganhou espectadores. Consultados por um ou
outro, facilitamos, autorizamos a reprodução quando para fins humanitários, não
comerciais.
Nestes anos, usuários se comunicam, trocam
informações. Redes naturais se formam. Cada um que deseja participa com o que
está ao seu alcance. Um movimento popular se cria e se espalha. Surgem versões
legendadas em espanhol e inglês. Mais textos informativos e científicos são
disponibilizados na internet – milhões de pessoas se interessam, especialmente
no Brasil, mas também na Argentina, Uruguai, Japão, Estados Unidos, Espanha,
Itália...
Criam-se sites, blogs, salas virtuais de
debates. Outros vídeos relativos à auto-hemoterapia são disponibilizados
virtualmente. Um livreto – transcrição integral do vídeo-depoimento – é
dedicado especialmente aos que não têm acesso à internet. Em 2012, Ida
Zaslavsky, enfermeira, relata, em livro, resultados observados em vinte anos
como aplicadora.
Tenho me surpreendido a cada vez que incluo a
palavra auto-hemoterapia na pesquisa do Google. São dezenas,
talvez já centenas de sites e inúmeros depoimentos e trocas de informações. E
muitos vídeos. Redes em plena vida.
Tudo isto, além de real, é significativo e
simbólico. Há uma intensa procura por soluções saudáveis. A realidade se
transforma. Mais uma oportunidade para que pessoas que compõem serviços
públicos se informem – a Organização Mundial de Saúde, o Ministério da Saúde,
as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde... E pesquisem – sobre a
auto-hemoterapia. Por exemplo: há uma quantidade enorme de trabalhos
acadêmicos, depoimentos, testemunhos. E atuem em favor do bem comum.
Imagino histórias semelhantes para as
medicinas antigas, tradicionais e contemporâneas chinesa e ayurvédica, as
sabedorias populares, africanas, latino-americanas, indígenas, caboclas... E
relativas à homeopatia, à acupuntura, às medicinas complementares, aos
florais... Parece que o conjunto de conhecimentos da humanidade, hoje, é mais
que suficiente para que todos estejamos cuidados. E alimentados, física e
emocionalmente.
Se também considerarmos outros campos de
conhecimento, sabemos que hoje toda a humanidade tem oportunidades de se tornar
saudável. E esta melhoria acontece a cada vez que cada um – com o que está ao
seu alcance – compartilha conhecimentos, inventa fusões de prazer no trabalho,
na vida cotidiana.
Eu já desconfiava. O espalhamento da
auto-hemoterapia me confirma: redes e movimentos se formam assim, a partir da
iniciativa de cada um. Sem hierarquias, cada um contribui com o que está ao seu
alcance...
O vídeo Auto-Hemoterapia, conversa com Dr.
Luiz Moura – e a transcrição das falas do Dr. Luiz Moura, além de alguns
textos e outros vídeos – está disponível no sítio
e no Youtube.
Luiz Fernando Sarmento
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