sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

676 vida imprevista




Salvando O Seu Coração, o best-seller dos anos 90, me anima salvar o meu. Antes, dei uma guinada. Quando quem me acolheu, André, me falou do que é. Mudei minha vida, ao escolher a comida. Em meu coração, sinto, influências de emoções. Além dos mistérios do espírito, ali. Das relações, aqui. Da vida, além. Hoje, prevejo o dia, mesmo sabendo: será, total, parcialmente, diferente do que desejo. Levantarei, ioga, frutas, caminhada, visita de amiga ao Rio, chegada de filho, nora, netos. O resto do dia, incerto. Talvez telefonemas, leituras, cozinha, inesperado céu ao léu. Ontem, encontro dos bons, amigos em construção. Amiga e amigo a rever o já feito, a planejar, procurar um jeito, oferecer, a quem deseje, conhecimentos que bem nos tem feito. O amigo, forte referente, um norte amoroso, experiente vegano, homeopata, cardiologista, cirurgião em mutação. A amiga, receptiva, aberta ao mundo, com seu estudo profundo, sua simplicidade, dedicação à livre vida, à alimentação. Almoço no Panela de Barro. Eles seguiram. Eu me preparei e fui cuidar de receber, levar papéis de batismo de netos à igreja. De lá, aula de ioga, meus músculos reclamam, permanece o desejo de reaprender a andar, sentar, deitar, me movimentar. Me faço um carinho, como um pão no caminho. Já na cama, li um pouco – Em Busca da Vida Depois da Morte. Dormi, acordei, inicio novo dia. Imprevista vida. * Há anos, só lavo a cabeça com água. No corpo, eventual sabão. Me sinto limpo com a água fria que vem sozinha ou depois da quente. Tenho meus cheiros, função do que bebo, como e pego e ponho. Gosto de mim assim. * Hoje, um dia parecido com outros sábados. Feira orgânica, cebola, tomate, limão, laranja, coentro, couve. Alho-poró, mandioca, batata inglesa e doce. Banana-mel, beterraba, feijão verde e preto. Abóbora, carlotinha. Na feira comum, água de coco, mamão. Dia igual, mas não tão. Preparo o almoço, separo a roupa, tomo meu banho, como, escrevo um pouco, me visto e vou. Passarei no banco, tomarei um ônibus, irei à igreja pro batizado dos netos. E mais não sei. Daí pra frente, dia diferente. * Tenho focado, amigo, na minha potência. O que não está ao meu alcance me angustia. Assim, minhas pequenas decisões têm me facilitado a vida. Penso, antecipo sentimento antes de ligar o botão da tv. Quase já sei que vou me angustiar, me indignar. Não ligo. Penso, sinto, antes de mais uma garfada, após a fome saciada. Quase que sei que me sentirei pesado, cansado, com a digestão alterada. Evito a garfada a mais. Penso, sinto, antes da palavra sair, antes da escrita, antes do assunto escolhido. Evito falar do que não me faz bem, nem a outro, nem a ninguém. E tenho escolhido a caminhada, a ação, o que penso, o que falo, o que vejo, o que ouço, o faço, o que sinto Tudo aprendizado, dia a dia, ato a ato. Agora, por exemplo, evitei operação de safena, mudo a alimentação. Estou vegano. Às vezes me torno um chato, com estas radicalizações no estar no mundo, mas meu indicador – meu humor – tem me facilitado escolhas. Se bem-humorado, caminho certo. Se mal, me pergunto: que devo mudar em mim, pra viver bem, neste mundo como ele é. Tento, tropeço, vivo, aprendo. E erro e tento e tropeço e acerto e mudo...quando consigo. Bons dias, desejo as melhores escolhas, já que, percebo, sou, somos, governador, presidente do meu, do nosso amor, da própria mente. Obá. Luiz Fernando Sarmento www.luizsarmento.blogspot.com.br uma vida incomum como qualquer um 49 Catete Rio de Janeiro Brasil 12 de abril de 2018

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