Eu
Mamo.
Com o olhar procuro mamãe
neste momento de prazer,
mas mamãe não suporta,
desvia a atenção.
Olho então pro teto,
estrabizo, me míopo.
Entre poucos sins, minha
família,
os vizinhos, professores,
patrões,
meus colegas de
infância-adolescência-trabalho
– em gestos, palavras –
me dizem não e não.
Tudo que aprenderam a não
se permitir,
me ensinam.
Não bote a mão aí,
não chore, não grite,
este prazer não.
Outros vazios.
. *
Este texto é parte de um dos
capítulos
- Visão de Mundo –
do livro que escrevi,
com a intenção de contribuir com
ideias e metodologias
para movimentos sociais e
individuais.
O livro, só clicar:
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