sábado, 2 de abril de 2016

Mamo




Eu

Mamo.

Com o olhar procuro mamãe
neste momento de prazer,
mas mamãe não suporta,
desvia a atenção.

Olho então pro teto, estrabizo, me míopo.

Entre poucos sins, minha família,
os vizinhos, professores, patrões,
meus colegas de infância-adolescência-trabalho
– em gestos, palavras –
me dizem não e não.

Tudo que aprenderam a não se permitir,
me ensinam.

Não bote a mão aí,
não chore, não grite,
este prazer não.

Outros vazios.


. *
Este texto é parte de um dos capítulos
- Visão de Mundo –
do livro que escrevi,
com a intenção de contribuir com
ideias e metodologias
para movimentos sociais e individuais.

O livro, só clicar:









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